Comunidades prosperas – Nossa vez

Não é nenhuma novidade que a cidade de São Paulo é a mais rica, populosa e multicultural do Brasil e uma das mais diversas do mundo. Fundada em 1554 por Anchieta e Nóbrega, (depois da invasão portuguesa), apesar de haver uma população indígena local, foi então colonizada por portugueses, sendo que desde o século XIX, aproximadamente 2,3 milhões de imigrantes chegaram ao estado, oriundos de todos os […]

Não é nenhuma novidade que a cidade de São Paulo é a mais rica, populosa e multicultural do Brasil e uma das mais diversas do mundo. Fundada em 1554 por Anchieta e Nóbrega, (depois da invasão portuguesa), apesar de haver uma população indígena local, foi então colonizada por portugueses, sendo que desde o século XIX, aproximadamente 2,3 milhões de imigrantes chegaram ao estado, oriundos de todos os lados do mundo. Atualmente, é a cidade com os maiores residentes de origens étnicas portuguesa, italiana, japonesa, espanhola e libanesa longe de seus países correspondentes. Mas não podemos esquecer que existem muitas outras comunidades aqui na terra da garoa.

Recentemente um estudo americano realizado pelo Centro Selig revelou que na América Latina o $ gira 6 vezes antes de sair da comunidade. Mas pasmem, certamente eles não estão falando de todos nós.

Já foram ao bairro da Liberdade em SP onde japoneses vivem em harmonia, saudáveis, com uma conta gorda, são pessoas felizes, seguras e extremamente bem localizadas?

 

 

 

 

Podemos citar também o bairro do Brás, mas precisamente a Rua Coimbra onde 90% dos moradores são bolivianos e eles sempre estão trocando suas moedas. Existem padarias, restaurantes, “pelucarias”, rs, cabelereiros, feiras, etc. Por isso inclusive em 2014 virou oficialmente patrimônio do povo boliviano em SP.

 

 

Não muito distante, há uma área central de imigração árabe próxima a Santa Cecilia, antiga Anhangabaú com ótimo comércio, escolas parcialmente exclusivas, igrejas, clubes ortodoxos, e muitos políticos inclusive.

 

 

 

Disto, podemos tirar várias possibilidades e interpretações…

Nós entendemos que estes grupos foram privilegiados historicamente nas condições que chegavam ao país, (não como a maioria dos nossos ancestrais). Ainda assim, não tiramos o mérito do trabalho duro ainda que ha vantagem econômica e geográfica tenha existido e claro a facilitação para imigração. .

Nosso objetivo é mostrar que através do dinamismo social deles é possível compreender como a comunidade é próspera, pois beneficiam, fomentam e promovem os seus. E já esta na hora da gente mostrar a que veio.

Por fim, Se o governo não vai pagar reparações por centenas de anos de mão-de-obra não remunerada que construíram esta nação, então os negros precisam começar a apoiar-se mutuamente, isso capacitará outros grupos a apoiar nossas ideias e negócios também.

Central afro negocios
Central afro – Integração e identidade

1 comment

  1. Fomos desperços desde a escravidão pelos opressores ,através da separação de grupos familiares,pela diversidade de línguas e culturas que há no continente africano e também pelo resultado da miscigenação que até hoje provoca diferenças entre nós,mas é lógico que tudo isso foi muito bem articulado!Então são mais que bem vindas ações que criem elos de ligação ao nosso povo.E esta é uma excelente iniciativa ,porque não trata apenas dos efeitos e consequências do racismo,mas de pensamentos e ações que podem nos levar a ascensão. Parabéns Central Afro.Precisamos pensar juntos como um grupo que pode e deve se ajudar mutuamente a crescer,por isso é muito importante trabalhar nossas intersecções .

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